Por que Sakura e Hinata continuam fiéis aos seus sentimentos?
Casais de Naruto
Por isso acabei resgtando uma análise que escrevi para a DOTDL♥~ em março de 2009. Embora Naruto tenha bem o estilo shounen, o próprio autor já admitiu numa entrevista que precisava escrever mais sobre os romances. Ou seja, casais em Naruto são possíveis, sim! e não apenas coisa de ficwriter e fanfictions.
É claro que, por não ser o foco do mangá, muitas vezes o romance fica escondido em gestos e entrelinhas. Ou às vezes é só uma piada que acaba crescendo e existindo apenas nas fanfictions (pelo menos por enquanto). De qualquer maneira, todo mundo gosta de um romancezinho numa história de aventura, e aqui vai os casais que, ao meu ver, Kishimoto nos deu motivos suficientes para ao menos escrever muitas fanfictions românticas sobre eles.
Hinata sempre admirou o Naruto. Vejam que isso não é fácil para uma menina na posição dela: herdeira de um dos clãs mais respeitados da vila, superprotegida pelos demais Hyuuga, provavelmente com uma educação que a ensinava ser superior aos outros ninjas de Konoha. Mesmo assim, Hinata é de uma bondade inerente, a ponto de ser a única a se importar com o garoto mais odiado pela vila. Ela sempre viu o Naruto além da imagem de garoto problema que os pais das outras crianças passavam para seus filhos. E olha só que coincidência... o verdadeiro desejo do Naruto não é ser reconhecido pelas pessoas da vila?
Entretanto, Hinata é uma menina tímida. Mesmo admirando o Naruto por tanto tempo, ela nunca teve coragem de exteriorizar seus sentimentos. Inspirando-se no “jeito ninja” do Naruto, ela treinou para se tornar uma ninja melhor, e finalmente conseguiu vencer seu maior inimigo – ela mesma – quando viu Naruto em perigo. Ela foi a única pessoa que não se importou em colocar sua vida em risco, deixando para trás a menininha que sempre fora protegida. Mesmo sem nunca se falarem direito, Naruto foi responsável pelo amadurecimento da Hinata, para proteger quem ela ama, Hinata rompeu sua maior barreira – a timidez.
Naruto e Hinata são os opostos que se completam, ao mesmo tempo que são muito parecidos. Ambos são desacreditados pelo meio que os cercam e buscam o reconhecimento, da vila ou do clã. Naruto era hiperativo daquele jeito – sem se dedicar aos estudos, pichando os monumentos da vila – porque não era amado e queria impor sua presença. Alguém ainda tem dúvidas que a pessoa mais indicada para preencher esse “vazio” na vida do Naruto é a Hinata? Ela sempre apareceu na história como uma menina doce, meiga e compreensiva, destoando inclusive da realidade shinobi. Depois de tantos anos sofrendo sozinho, sem pais e depois buscando um amigo que o abandonou, Naruto merece ter seus dias de descanso ao lado da menina que sempre o reconheceu e o amou em segredo.
Naruto e Hinata são personagens perfeitos. Eles têm seus lados humanos também, mas são o tipo de pessoa para nos inspirarmos em tentar ser como eles. Por isso são perfeitos um para o outro e NaruHina tem todo o potencial para ser o típico casal perfeito. Quem não quer alguém que o ame incodincionalmente, como você é? É por isso que é o amor de protagonista, afinal o Naruto merce, né?
2 - SasuSaku: Amor Sofredor
O casal que superficialmente é interpretado como a fangirl e o arrogante que nunca deu bola para os amigos. SasuSaku vai muito além disso.
Sakura começou a história como uma fangirl egoísta, mas logo nos primeiros capítulos, o próprio Sasuke a faz repensar suas atitudes. E quem não se espantou quando viu o Sasuke, o carinha metido a gostosão não-tô-nem-aí-pra-Sakura, no meio de todos os gennins derrotados na floresta, perguntar apenas para a Sakura: “Quem fez isso com você?”? Por outro lado, a Sakura foi a única das pessoas que presenciaram a loucura que tomou conta do Sasuke neste episódio e que teve coragem de correr até ele para tentar pará-lo. E se alguém ainda duvidava que ela tinha alguma importância para o Sasuke, é apenas depois que ele a vê chorando e implorando para ele voltar ao normal que o selo consegue regredir.
Entretanto, a primeira vista, podemos dizer que o Sasuke sempre foi grosso com a Sakura. Bom, na verdade, o Sasuke sempre foi grosso com todo mundo no mangá – é o jeito dele, fechado dentro das suas próprias angústias. Todas as vezes que Sasuke dirigiu palavras duras à Sakura foi pensando no crescimento dela: a bronca sobre o que ela disse do Naruto, as afirmações de que ela era fraca e precisava focar no próprio treinamento. Mas, alguém já viu o Sasuke elogiar e agradecer alguém além da Sakura?
Quanto à menina egoísta do início da história, Sakura nos mostra o quanto ela amadureceu numa cena linda que muitos preferem ignorar. Ao procurar Ino para comprar flores para levar para o Sasuke no hospital, ela não apenas mostra que estava sinceramente preocupada com a saúde do companheiro (ao contrário da Ino, que queria apenas competir com a Sakura), mas também reconhece o valor de outro garoto que ela costumava ignorar: Lee. Neste momento já vemos que aquela menininha irritante havia mudado, e quem foi o responsável por essa mudança? O respeito dela pelas palavras do Sasuke. Afinal, eram apenas as “broncas” dele que a faziam “acordar” e entender que o mundo não se resumia apenas a impressioná-lo.
SasuSaku não é um casal perfeito. Sakura não é nenhuma heroína, tem seus próprios defeitos e luta para ser uma pessoa melhor. Da mesma maneira, Sasuke é uma pessoa assombrada pelo passado, com um enorme conflito interno, que se deixou dominar pela obrigação de vingar o clã. Sasuke precisa conhecer o amor na sua forma mais pura, enquanto a Sakura precisa da força que sempre retirou do Sasuke. Eles nunca serão completos enquanto separados, e sempre precisarão um do outro para vencerem seus próprios medos.
Sasuke e Sakura são o exemplo de como o amor pode tornar as pessoas melhores!
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PS: SasuSaku me lembra os típicos romances japoneses. Aqueles onde o casal nunca consegue ficar junto e o sofrimento pela separação em prol de algum dever (como a honra do clã Uchiha, no caso do Sasuke) é sempre ressaltado. Eu só espero que, como Naruto é direcionado a um público mais jovem, Kishimoto ainda reserve um final feliz para os dois.
Quem deu o “toque” de que ShikaTema poderia ser um casal, quem diria, foi o estabanado do Naruto. Mas não é que os dois combinam mesmo?
Shikamaru é o cara com um enorme potencial e uma preguiça do mesmo tamanho para desenvolvê-lo. Entretanto, quando ele estava arrasado, sentindo-se culpado pelo fracasso do time de gennins que ele formara para buscar o Sasuke, Temari estava do lado dele. E ela não se limitou a passar a mão na cabeça. Pelo contrário, ela tentou mostrar – com palavras duras talvez – que ele tinha que estar preparado para aquilo se quisesse mesmo ser um shinobi. Anos depois, quando ela já é uma jounin e está em Konoha, novamente é ela quem reconhece o valor do Shikamaru e tenta convencê-lo a fazer o teste para se tornar um jounin também.
Shikamaru e Temari se encontram algumas vezes ao longo da história, sempre com ele reclamando que tem que lutar contra uma mulher. Na verdade, numa das conversas com o pai, Shikamaru faz o típico papel do menino que “odeia” garotas, reclamando que elas vivem procurando problemas, querem mandar nos homens e, confirmado pelo próprio pai, muitas vezes acabam mesmo mandando nos homens (acho que o Kishimoto fez essa cena em resposta as meninas que o acham machista!). Nas cenas onde os pais do Shikamaru aparecem, podemos ver a mãe dele bem parecida com uma Temari mais velha, só que o Shikamaru não entende como o pai dele consegue agüentá-la. E é o próprio pai quem o responde: “Até a mais dura das mulheres é gentil com o homem que ama”. Essa frase já foi muito usada para mostrar a diferença de comportamento da Sakura com o Naruto e com o Sasuke, mostrando quem ela ama realmente. Mas vamos ser sinceros, a mais durona desse mangá é a Temari, e só alguém com a paciência e a mente esperta como a do Shikamaru para dobrá-la!
Claro! Sem esquecer que o Shikamaru também precisa de umas sacudidas da Temari para se espertar para a vida!
A única evidência deste casal é uma cena que Kishimoto aproveitou para escrever uma piada. Mas não importa, Ino e Sai se deram tão bem nesta cena que acabaram conquistando muitos fãs. Mesmo que o mangá não termine com casais definidos, as fanfictions estão aí para provar que eles ficam perfeitos juntos!
Ino foi criada para ser a amiga/rival da Sakura na primeira fase do mangá. O papel dela nesta fase foi o de se fazer uma comparação entre a paixonite que as duas amigas tinham pelo Sasuke com o amadurecimento dos sentimentos da Sakura pelo companheiro de time. Ino nunca foi realmente apaixonada pelo Sasuke, mas pelo “garoto mais bonito da turma”. Eu sei que os meninos preferem a Hinata, mas é só olhar para a Ino para ver que ela foi desenhada para ser a menina mais bonita da turma, no melhor estilo top model. Nada mais clichê e superficial que a menina “mais bonita” gostar do cara “mais bonito”.
E do outro lado temos o Sai. Tudo bem, a única cena entre os dois que sugere um futuro romance foi, na verdade, um mal entendido. Aparentemente, Sai achou a Ino feia – ele também está naquela fase do Shikamaru onde todas as meninas são feias e chatas -, mas com a experiência que ele teve de chamar a Sakura de feiosa, resolveu dizer que achava a Ino bonita. Ino, que já estava encantada com o “novato”, pois ele se parecia muito com o Sasuke (ou seja, ela o acha bonito), ficou ainda mais lisonjeada. Sai pode não saber, mas marcou muitos pontos naquela noite!
E pensando bem... Quem melhor que a Ino, uma garota forte e segura de si, esbanjando sensualidade, para agüentar as trapalhadas do Sai com sua dificuldade em lidar com os sentimentos? Sem contar que, de certa forma, Ino ficaria com um “Sasuke” para ela. O Kishimoto já admitiu que desenhou o Sai para ser mesmo parecido com o Sasuke.
5 - SuiKa: Amor de Anime
Sabe aquele casal que vive brigando? Aquele que a menina vive batendo no cara que adora fazer piadinha com a cara dela? Não é esse o típico casal que acontece em todos os animes? Se alguém não enxerga isso nas cenas entre Suigetsu e Karin, sugiro reler o mangá.
Ah, mas esse casal é impossível. O Suigetsu odeia a Karin, e a Karin é super apaixonada pelo Sasuke.
Bem, depois de quase ser morta pelo Uchiha, podemos dizer que a Karin gostava do Sasuke. Já ficou bem claro no mangá que sua paixonite se foi - completamente diferente da Sakura, que também quase morreu nas mãos do Sasuke.
E vocês já perceberam que o Suigetsu só implica com a Karin quando o assunto é o Sasuke? Isso pra mim é ciúmes... Assim que a Karin parar de olhar para o Sasuke e prestar atenção “nos dentes picantes da Névoa” que tenho certeza que ele não terá mais motivos para implicar com ela. Mas claro, isso quando o Kishimoto lembrar que o Time Taka ainda existe. Enquanto isso não acontece, ainda nos resta as fanfictions!
Ainda não consegui me decidir quanto a esses três!
Na saga da Floresta da Morte, TenTen me pareceu com certo ciúminho do Lee gostando da Sakura. Depois, no Shippuuden, fãs de NejiTen afirmam com todas as forças que a preocupação do Neji pela companheira de time é a prova máxima que eles nasceram para ficarem juntos. Entre todos os possíveis casais que Kishimoto pode confirmar no final do mangá, acredito que o Time Gai continuará do jeito que está. Isto é... se o Kishimoto lembrar que existem mais personagens além de Naruto e Sasuke no mangá!
XD
(Também postado no meu blog: just for fun \o/)
Por que Naruto não fala com ela?
Tá bom, se você não gostou desta resposta, vou tentar explicar com mais detalhes...
Desde a confissão da Hinata no #437 que muitos fãs esperam pelo dia que Naruto irá procurá-la e agradecê-la por ter salvo sua vida e acertar as coisas que ficaram pendentes entre os dois. Afinal, a Hinata confessou amá-lo, como alguém pode deixar por isso mesmo?
Mas a cara de espanto do Naruto - o menino que estava acostumado a ser odiado pelas meninas, nunca amado - mostrou o quanto aquilo o surpreendeu. Alguns capítulos depois, usando um personagem aleatório como o Omoi, um ninja da Nuvem, Kishimoto ainda nos explicou que receber uma declaração repentina pode deixar qualquer homem sem saber o que fazer. Numa simples sequência, Kishimoto deixou claro que nem Sasuke, nem Naruto, se pronunciariam tão logo quanto as confissões respectivas da Sakura e da Hinata. Por que Sasuke não fala com a Sakura é óbvio, mas e o Naruto? Ele não se entregou ao ódio, não deixou a vila, e ainda por cima é o herói do mangá, o exemplo a ser seguido.
Mas é justamente por Naruto ser o herói de um shounen que NaruHina ainda não deslanchou. Imaginem o Naruto indo procurar a Hinata quando voltou para a vila, logo após a morte do Nagato. Poderia acontecer duas coisas nessa conversa.
1) Naruto dispensar a Hinata. Ele a agradeceria por tudo que ela fez, mas diria que não poderia correspondê-la pois ele amava a Sakura. Seria o fim decretado de NaruHina, muitos fãs iriam chorar desesperados, quem sabe até ameaçar nunca mais ler o mangá. Sem contar na decepção daqueles que nem acreditavam em NaruHina, mas que passaram a admirar a Hinata depois do #437. Seria um final ridículo para a coragem da Hinata, mas o mangá continuaria como um shounen, com lutas, treinamentos e a eterna busca pelo Sasuke.
Entretanto, pelas próprias reações do Naruto ao ver a Hinata sabemos que essa não é a intenção do Kishimoto, e por isso essa cena nunca aconteceu no mangá. Resta então, a opção #2.
2) Naruto admitir para a Hinata que sua confissão o fez perceber o quanto ela é importante para ele. Afinal, foi isso o que aconteceu, não foi? No #490, Naruto comparou a raiva que sentiu quando Orochimaru ameaçou o Sasuke e o arrependimento de ter machucado a Sakura com o ódio que o dominou quando viu Pain atacar a Hinata. Mas Naruto confessando isso para Hinata, consequentemente, resultaria nos dois iniciarem um romance, justamente quando o mangá está prestes a passar por um período de guerra. E como Naruto é o personagem principal do mangá, ao invés de cenas dele treinando para ficar mais forte que o Sasuke, lutando contra os inimigos de Konoha, teria também que haver cenas do namoro dele com a Hinata... Algo que não combina com um shounen. Existe um motivo para os amores de shounen serem sempre algo impossível que só se realiza no final. Quer ver os personagens principais se agarrando o tempo todo? Vá procurar outro tipo de leitura...
Não estou, com isso, defendendo os rumos de NaruHina no mangá. Kishimoto escreveu uma cena linda no #437 que acabou desmerecida pelo aparente esquecimento do Naruto. Querendo atrasar um encontro entre os dois, Kishimoto deixou passar a impressão de um Naruto covarde e mal agradecido. Ele poderia muito bem escrever uma conversa séria entre os dois, com o Naruto dizendo que não poderia corresponder aos sentimentos da Hinata enquanto ainda estivesse atrás de cumprir sua promessa de trazer o Sasuke de volta e a paz para o mundo ninja. Tenho certeza que a Hinata o entenderia e até o ajudaria em seus objetivos, esperando pelo dia que os dois pudessem ficar juntos, como qualquer bom drama japonês.
De qualquer modo, os torcedores de NaruHina só têm motivos para comemorar o aparente desisteresse do Naruto. Se ele realmente amasse a Sakura e não sentisse nada além de amizade pela Hinata, ele já teria falado com ela e eliminado a possibilidade de NaruHina no mangá. Se isso não aconteceu, é porque Kishimoto ainda pretende voltar ao tema. ;)
Análise também postada no blog Just for fun \o/ e na comunidade da Defenders no orkut!
XD
SasuSaku: amor vs ódio
Na verdade, todo o antigo Time 7 encontrou o Sasuke. Mas Kishimoto sempre deixa para a Sakura a honra de encontrá-lo primeiro e ter a chance de ficar algum tempo sozinha com o Sasuke. Ponto para nós, que torcemos pelo dia que veremos tanto amor e dedicação serem correspondidos a altura!
Os últimos capítulos de Naruto me fizeram chorar copiosamente, a ponto de eu colocar os romances japoses como #1 no ranking dos dramas. Novelas mexicanas são coisas do passado! Kishimoto está passando a perna nos nossos amigos latino-americanos!
Os dois últimos capítulos serviram para duas coisas: preparar o reencontro do Time 7 e reafirmar que Sasuke, mesmo caminhando sozinho para a escuridão, jamais será abandonado pelos seus antigos companheiros. Mas eu não vou fazer uma resenha dos últimos capítulos. Textos excelentes sobre o #483 e #484 podem ser encontrados nos blogs Under the Same Sky da Cassi, ou Teorias da Milla.
Tudo começou com a Sakura se livrando elegantemente dos seus companheiros (provando que é uma excelente ninja médica e conhecedora de antídotos, venenos e poções) para seguir sozinha até o Sasuke. E quando ela o encontrou, a constatação óbvia: não foi por aquele Sasuke que ela se apaixonou. A decepção nos olhos dela, principalmente depois que Sasuke anuncia que vai atacar Konoha, foi tocante. Depois, ainda veio a surpresa de ver o Sasuke, a pessoa que ela tanto amava, transformado a ponto de tentar matá-la pelas costas. Foi chocante para os fãs do casal, mas compreensível dentro do contexto da cena e das últimas ações do Sasuke.
Sasuke está frio e indiferente, mas mesmo com a aparição do Kakashi, SasuSaku não saiu de cena. Quando achávamos que Sakura seria colocada de lado para salvar a Karin e deixar a luta para os "meninos", ela aproveita uma brecha para se aproximar pelas costas do Sasuke e golpeá-lo. E então, num apanhado de flashbacks, podemos ter uma pequena amostra do conflito de sentimentos que deixavam as expressões da Sakura tão duras e tristes nos últimos capítulos.
Sakura sentiu na própria pele o quanto Sasuke está dominado pelo ódio e pela vingança. Ela perdeu todas as esperanças de ver o Sasuke que ela amava novamente. E depois de ter presenciado a destruição da vila e o sofrimento de tantas pessoas, ela descobre os planos do Sasuke de agir contra Konoha.
Mas mesmo sabendo que o "certo" é atacar o Sasuke, impedir que o ódio continue o consumindo e levando mais sofrimento para ela e para os outros, Sakura não consegue acertá-lo. Ela o ama, mesmo que ele já não seja mais o Sasuke que ela admirava timidamente na infância, ou o Sasuke que se aproximou tanto dela a ponto de dividir seus segredos ou lhe agadecer pelo amor que ele não podia corresponder.
É por ser a pessoa que mais ama o Sasuke, que mais perto chegou do coração dele, que Sakura se sente obrigada a matá-lo. Pois se ela matá-lo, não haverá mais ninguém com maiores motivos para se vingar dela e o ciclo de ódio se encerraria.
E é por amar o Sasuke que Sakura não consegue realizar seu dever. Mesmo que Karin afirme que o chakra dele mudou, que ele não é mais o mesmo, ele ainda é o único Sasuke Uchiha que existe no mangá. O único amor da Sakura.
Foi ele quem se perdeu para o ódio, se Sakura perdesse seu amor também, nem Naruto poderia salvar os dois.
Sasuke é movido pelo ódio, Sakura pelo amor.
Ela sofre por ele, mas é incapaz de machucá-lo. Ele se sente ameaçado pelo que ela representa, por isso não hesita ao atacá-la.
SasuSaku passou de um casal de companheiros de time para um casal de
inimigos.
À primeira vista, o amor é fraco e o ódio é forte. Mas é o amor o único sentimento que ameaça o ódio. Sasuke vai tentar se livrar desse sentimento, achando que ele o enfraquece, tentando se livrar da Sakura, do Kakashi e do Naruto (afinal, seus laços com seu mestre e seu "irmão" também são formas de amor). Ao mesmo tempo, Sasuke só poderá se livrar deste ódio que aparentemente o deixa mais forte quando entender que é só o amor que o dará forças para enfrentar a dor que ele ainda sente pela morte do clã e o sacrifício de Itachi. Dor que apenas alimenta o ódio, e que por isso seu próprio ódio não deixa cessar.
O Time 7 ainda tem um longo caminho a percorrer antes da cena sonhada pelo Naruto, de ver todos sorrindo novamente, se realize. Mas a cada capítulo fica claro que SasuSaku é muito mais que fanservice para alimentar briguinhas de casais.
Sasuke não está "burro"...
Eu ia escrever isso no tpc do cap 479, mas depois achei que merecia um tpc próprio.
(Tpc em homenagem ao Azii e a Cassi)
Eu tenho visto muitas reclamações sobre o "novo" estilo de luta do Sasuke. Eu também sinto falta do Sasuke estrategista, que sempre calculava muito bem os seus passos (como ensinar uma senha que ele sabia que o Naruto nunca ia decorar e descobrir um impostor ao ouvir o Naruto falso falando a senha correta).
Mas se a gente olhar o mangá com um pouco mais de atenção, tem algo muito mais grave que o estilo de luta do Sasuke se resumir ao uso exagerado do Sharingan.
Vou tentar explicar:
O Sasuke do clássico era movido pelo desejo de ficar mais forte para ter chances de derrotar/matar Itachi. Ele não podia se dar ao luxo de ser morto por um bando de bandidos atacando o time 7, ou pelo Jinchuuriki ou por qualquer outra das lutas que nós, Sasuketes, adoramos reler e babar. Sasuke lutava como um verdadeiro ninja: escondendo seus truques, guardando o "Ás" na manga para que seus inimigos o subestimassem. Mais importante ainda, o Sasuke do clássico tinha laços com o resto do time - e até mesmo quando achava que perderia uma luta, ele não desistia em prol dos seus laços. (Sasuke vs. Haku, Sasuke vs Gaara, por exemplo).
Agora, a situação é diferente:
Sasuke matou Itachi. Ele não só se viu capaz de realizar algo que lhe parecia impossível quando mais novo, como descobriu que sua vingança ia muito mais longe. E ainda, para se tornar mais forte, Sasuke fingiu se aliar a um inimigo de Konoha e, para isso, precisou "cortar" seus laços. (Ainda há controvérsias se ele realmente esqueceu o Time 7 - o desenvolvimento do Amaterasu Emocional só aconteceu depois de uma lembrança enterrada em seu coração que só ressurgiu à beira da morte). O episódio do Amaterasu nos mostra que, apesar de negar o antigo time, Sasuke ainda possui laços e e capaz de fazer novos laços com o Taka.Entretanto, Sasuke focou tanto em sua vingança que, quando foi traído pelo Zetzu, ele deixou se dominar pelo ódio para garantir os poderes máximos do Sharingan. Afinal, ele precisava vencer quartro Kages para chegar no seu alvo: Danzou.
Sasuke vs Danzou é o único objetivo do Sasuke. Tudo que ele fez até agora foi usar o máximo de poder para matar quem ele considera seu maior inimigo.
Não tem mais laços para proteger, objetivo além para seguir. Sasuke não precisa sobreviver a essa luta, ele só precisa matar Danzou, nem que isso custe todo o seu chakra.
Por isso eu digo que isso é perigoso. Após ter sido tomado pelo ódio, Sasuke virou uma casca vazia. Ele não precisa de estratégia, pq ele não precisa sobreviver. Ele não faz questão de sobreviver!
É como se ele realmente estivesse louco, mandado o mundo às favas, contanto que o responsável pela morte da sua família e, principalmente, pelo ódio que ele sempre sentiu erradamente pelo Itachi morra junto com ele.
Entender isso não nos faz voltar a gostar das lutas do Sasuke, mas acho que é importante termos isso em mente para entender o que está acontecendo no mangá.
É um Sasuke sem esperanças de voltar para uma vida feliz ao lado dos amigos que Naruto terá que convencer a desistir de lutar.
Sakura vs. Sasuke
Lendo a primeira versão de Sasuke vs. Sakura (cap 308: A Força do Sasuke) com olhos de leitor, podemos tirar algumas conclusões. Não foi depois da conversa com o Sai que Sakura decidiu que é ela quem tem que parar o Sasuke, e também já temos uma idéia de como o Sasuke se sente em relação a isso:
Entretanto, mesmo impressionado ao ver Sakura prestes a atacá-lo, Sasuke fez o que qualquer pessoa prestes a ser atacada faria: revidou. Com olhos de leitores, podemos apenas agradecer a deus (aka Kishimoto) por ter colocado Yamato no meio do caminho dos dois e impedido Sakura de levar o golpe. Se este golpe seria fatal ou não, até o cap 308 isso não fica explicado.
A lição que tiramos aí é: Sasuke está disposto a matar até mesmo Naruto e Sakura se estes tentarem impedir sua vingança. A imagem que o cap 308 nos passa é que Sasuke se tornou um novo Orochimaru, e não guarda mais nenhum sentimento em relação ao seu antigo time.

(Não é o objetivo desta análise, mas apenas para completar as frases do DB3 – No cap 414: O touro enfurecido, fica claro que Sasuke não rompeu totalmente os seus laços e que, no fundo, ainda sente falta do time que um dia o fez acreditar que ele podia desistir de sua vingança).
Agora, parece que o mangá caminha para um próximo Sasuke vs. Sakura, e para tentar prever o que vai acontecer nessa luta, temos que deixar os olhos de leitor e pensar no mangá com olhos de escritor.
A primeira coisa que eu lembro quando falam em Sakura vs. Sasuke é a cena da Sakura reprimindo um poder descontrolado do Sasuke através de um abraço. Claro, é muita viagem achar que a Sakura vai dominar o Sasuke controlado pelo senhorzinho do cap 460: Sasuke Cercado (que eu chamo de ódio, mas deixo livre para a interpretação de cada um) com um simples abraço. Entretanto, sair por aí declarando a morte prematura da Sakura é viagem do mesmo jeito.
O papel da Sakura na história não é lutar contra o Sasuke. Kishimoto já deixou a promessa de Naruto vs. Sasuke marcada em vários caps do mangá. No máximo, Sakura deverá lutar com a Karin. Podem não gostar da idéia de duas mulheres brigando por causa de homem, mas Kishimoto já fez isso com Sakura vs Ino no clássico e já substituiu a rivalidade das duas por Sakura vs. Karin – só está faltando a luta. E apenas para reforçar minha idéia de que uma luta entre Sasuke e Sakura não deve acontecer é o fato de Kishimoto sempre evitar lutas entre um homem e uma mulher. Shikamaru vs Temari é uma exceção, mas notem que Shikamaru vence a Temari sem usar força, ele apenas a imobiliza com sua sombra. Shikamaru vs Tayuya praticamente não existiu, já que foi uma luta envolvendo genjutsu e a “porrada” sobrou para a Temari. Recentemente tivemos Sasuke vs. Mizukage, onde Kishimoto sabiamente deixou o Sasuke fraco demais para conseguir revidar qualquer golpe. Alguém ainda dúvida que Kishimoto faz parte da velha guarda que acredita que “não se bate em mulher, nem com uma flor”?
Editado: Existem outras lutas homem vs mulher no mangá. Orochimaru vs. Tsunade, uma luta a distância e sem agressão física, Sasori vs. Sakura e Chiyo, onde grande parte da luta também foi a distância. Entretanto, o padrão é: os “malvados” batem em mulheres. E claro, ainda tem Time do Som vs. Sakura e Neji vs. Hinata. Em ambos os casos, lutas que serviram para despertar sentimentos até então não mostrados no Sasuke e no Naruto, respectivamente.
Mas então, qual é o papel da Sakura nessa história de querer parar o Sasuke?
Analisando a história pela idéia do escritor, a cena da Floresta da Morte é forte demais para ser esquecida. Kishimoto mostrou que Sakura exercia uma forte influência no Sasuke, e não faz sentido isso ser totalmente perdido.
Por outro lado, já ficou bem claro que Naruto é que realmente é o herói e protagonista da história, portanto Kishimoto não pode deixar (e isso nem deve passar pela cabeça dele) que a Sakura seja a única responsável pela redenção do Sasuke.
Assim, com base no que já conhecemos de Sasuke vs. Sakura, acredito que esta luta – se houver – será novamente interrompida. Outra possibilidade é que Sakura se coloque numa posição de perigo (causada pelo próprio Sasuke – que está meio louco mesmo, ou pela Karin, ou por outro Taka, ou até por Madara) que o faça voltar ao passado, aos dias que ele enlouqueceu ao ver a Sakura em perigo. De qualquer forma, a mudança de comportamento da Sakura: antes a menina disposta a largar tudo para seguir atrás da vingança do Sasuke, e agora a mulher que recusa que Sasuke continue pelo caminho errado vai chamar a atenção, e veremos aqueles Sharingans lá de cima arregalados mais uma vez. Pode ser a primeira semente que, regada com o poder de mudar as pessoas do Naruto, traga a redenção do Sasuke.
PS: Existe ainda há possibilidade que esta luta nunca aconteça, uma vez que Sasuke está preso. Não sabemos como Sasuke vai reagir à traição do Zetsu (ordenado pelo Madara) e de Kishimoto ter inventado essa história toda justamente para tirar a Sakura de perto do Naruto e dar espaço a Naruto vs Sasuke, que é a luta que realmente importa no mangá.
Discutam! [:D]
O Dicionário de Naruto – Parte II
http://dotdl.blogspot.com/2009/11/o-dicionario-de-naruto-parte-i.html].
Parte II: Sakura e Hinata: amor ou egoísmo?
Reza a lenda que Kishimoto um dia definiu o amor de Sakura pelo Sasuke como um amor egoísta. Anos (e mais de 300 caps) depois, vemos Hinata se declarar para Naruto num ato suicida e dizer para ele não se preocupar, que ela estava apenas sendo egoísta.
Nossa!? É egoísmo morrer para salvar a vida de uma pessoa? É egoísmo se dispor a deixar a segurança da própria vila para acompanhar alguém que parte sozinho para um caminho perigoso? Segundo o dicionário, uma pessoa egoísta é uma pessoa que cuida apenas dos seus interesses. Para Sakura e para Hinata, os interesses do Sasuke e do Naruto, respectivamente, estavam acima da própria segurança delas SasuSaku e NaruHina 4ever\o/.
É aí que Kishimoto distorce o próprio sentido do egoísmo. Sakura não se importava se Sasuke queria ou não partir com ela – ou ele a levava junto para o Som, ou ela gritaria para acordar toda a vila e impedi-lo de partir. Do mesmo modo, Hinata fechou os olhos para todos os conselhos de que ela era muito fraca para lutar contra Pain, e fechou os olhos também para a preocupação de Naruto ao vê-la em perigo. Hinata não queria ver Naruto derrotado ou morto, ela estava disposta a morrer do que viver num mundo sem o Naruto. Hinata nem ao menos se importou com o fato do Naruto gostar da Sakura ou sequer reconhecer a existência dela. Ela queria o Naruto vivo, não importava que precisasse morrer para isso!
Ou seja, Sakura e Hinata são egoístas porque colocam seus desejos acima do que a vila dita como certo ou errado. É preciso de muita coragem para enfrentar um inimigo como Pain sozinha, assim como é preciso muita coragem para abandonar família e amigos. Por que elas fazem isso, então?
A respostas do SasuSskus e NaruHinas é amor. A dos NaruSakus é egoísmo. Mas, se Sakura e Hinata foram tão “egoístas” a ponto de desistir da própria vida por duas pessoas que, aparentemente, não demonstravam sentirem nada por elas, isso não é amor?
O amor é, sim, egoísta. Por causa do amor nós estamos sempre precisando tomar decisões difíceis. Talvez não tão difícil quanto “deixar o Naruto morrer ou lutar contra um inimigo mais forte que eu?” ou “abandonar a minha família ou viver sem o Sasuke?”; mas para viver um amor é preciso abandonar o “eu” e começar a pensar no “nós”. Isso parece contraditório (e realmente é), mas o amor é egoísta no sentido que precisamos parar de pensar apenas no nosso bem (Sakura segura em Konoha ao lado da família, Hinata protegida pelo clã Hyuuga) para pensar no bem do nosso amor apenas porque, ironicamente, só estaremos bem se nosso amor também estiver.
Por isso, a próxima vez que falarem que Sakura ou Hinata não amam Sasuke e Naruto respectivamente, mas que elas foram apenas egoístas, lembrem-se que essas duas palavras podem estar mais ligadas do que parece. O amor nos faz repensar conceitos, enfrentar situações impensadas, perdoar erros, apenas pelo simples querer egoísta de estar sempre perto da pessoa que amamos.
O Dicionário de Naruto – Parte I
Parte I: Naruto e Sasuke: herói, anti-herói ou apenas protagonistas?
Responda sem pensar: quando você ouve a palavra super-herói, qual a primeira imagem que lhe vem à cabeça? A minha é do Super-Homem (trágico, pq eu sempre gostei mais do Batman). A resposta será diferente de pessoa para pessoa, mas acredito que no geral será um personagem idealizado, que sempre teve o certo e o errado bem definidos e nunca quebrou seus princípios.
Pois bem, e quem é o herói do mangá ”Naruto”?
- Alguém que nunca leu a história dirá: “É esse tal de Naruto, não é? Afinal, o mangá tem o nome dele...”
Mas é justamente no primeiro capítulo do mangá que Kishimoto já começa a nos fazer repensar nossos conceitos. Como um herói, ou ao menos um personagem que o autor gostaria que servisse de exemplo para seus leitores, pode ser uma criança que picha monumentos históricos e é o aluno menos estudioso da turma? Mais além, descobrimos que o Naruto que dá nome à série é odiado por quase todos a sua volta e nunca serviu de exemplo para ninguém.
Do outro lado temos o antagonista da história: Sasuke. Kishimoto já começou apresentando o Sasuke como o exemplo de um ninja a ser seguido pelo Naruto (e justamente por isso Naruto não gostava dele). Sasuke tinha as melhores notas, era o preferido das garotas, e claro: o “herói” da história. Foi o Sasuke que surpreendeu o Kakashi na prova dos sinos ao já conseguir fazer o ninjutsu do clã Uchiha, foi Sasuke quem lutou contra os bandidos que surpreenderam o grupo enquanto escoltavam Tazuna, foi o Sasuke quem intimidou o time da areia a primeira vez que eles apareceram em Konoha e era com o Sasuke que todos queriam lutar para medirem suas forças durante o Exame Chuunin. Naruto, ao contrário, nunca deixou de mostrar suas fraquezas... sempre foi o cara que ninguém esperava que fizesse algo heróico, deixado de lado pelos demais personagens (com exceção da Hinata). Se eu esquecesse das dicas NaruHina nesse ponto, essa análise não teria sido escrita por mim! *lol*
Não é à toa que o mangá já começa com uma inversão do papel de herói da história. Sasuke não é o herói do mangá, mas era o “herói” da vila. Isso porque Sasuke agia exatamente como a vila queria que seus shinobis agissem. Oras... Sasuke teve a família inteira assassinada pelo próprio irmão, nunca viu Konoha mover uma palha contra Itachi e, mesmo assim, ainda era o aluno número 1 da academia. Ele jurou vingança contra o irmão, mas nunca se expressou seus sentimentos para a vila que o deixou morando sozinho no Distrito Uchiha. Sasuke nunca incomodou ninguém com seus problemas.
Naruto também tinha sua história triste. Nunca conheceu os pais e era renegado pela vila sem saber porquê. Mas Naruto não se isolou por causa disso, ele queria ser reconhecido e fazia de tudo para aparecer. Naruto estava ali, o tempo todo, gritando, pichando monumentos, chamando a atenção... em outras palavras: mostrando para a vila que eles tinham um Jinchuuriki, que eles tinham um monstro de nove caudas preso no corpo de uma criança inocente que nunca fez nada contra eles. A vila sempre teve vergonha do Naruto, como deveria ter vergonha do massacre do clã Uchiha. A diferença entre Sasuke e Naruto é que um não aparecia, ao contrário daquele que aparecia demais – jogando na cara de todos que a vila tinha problemas, que não era o marco da verdade, da bondade ou da sabedoria.
E aí eu lanço a pergunta: quem é o herói de verdade? Aquele que aceita seu destino e as regras onde vive, ou aquele que nos joga na cara onde estamos errados e procura transformar o mundo? Falando de Sasuke e de Naruto, é fácil dizer que é o Naruto – o protagonista. Mas será que na nossa vida, na nossa sociedade, nós não marcamos também os Sasukes como heróis ou exemplos a serem seguidos e os Narutos como simples arruaceiros sem futuro? (NOTA: Não estou falando do Sasuke que deixou Konoha, mas da imagem que Sasuke tinha perante a vila no início da história.)
Não estou dizendo que sair por aí pichando muros ou largar os estudos são atos de heroísmo. Naruto só se tornou realmente um herói depois que achou um objetivo para sua vida e começou a lutar por ele, indiferente do descrédito dos demais a sua volta. Mas o que Kishimoto quer nos dizer é que não é simples taxar as pessoas de herói ou vilão.
Nós, como sociedade, temos a tendência de esquecer que os nossos gênios são pessoas comuns, que tem problemas assim como nós. Mas nós, envolvidos nos nossos próprios problemas, não estamos a fim de nos preocupar com um menino que, mesmo depois de ter sofrido um trauma tão grande, é obediente e fica no seu próprio canto – fazendo a gente esquecer que tem responsabilidade por ele também. É fácil usar esse menino como exemplo, pois estamos sempre querendo esconder nossos problemas. Konoha pagou caro quando este menino a abandonou para seguir seus próprios objetivos, e foi apenas graças a outro menino, aquele que era sempre criticado, que muitos moradores da vila ainda estão vivos.
Se Sasuke e Naruto são heróis, deixo que cada um interprete o mangá como quiser. A história ainda não acabou, não sabemos se Naruto realmente conseguirá trazer a paz ao mundo que vive ou se ao menos conseguirá tirar Sasuke do caminho de ódio que ele mesmo escolheu para si. Entretanto, o questionamento de Kishimoto continua: será que nossos heróis na vida real são realmente heróis? Será que não estamos negligenciando verdadeiros heróis?
Talvez nós devêssemos olhar com mais cuidado para aqueles que dizemos odiar, sob o risco de ter o mesmo destino de Konoha.
FIM
Esta análise ainda continua, mas provavelmente cada parte será postada num tópico diferente.
Entrevista de M.Kishimoto para a Naruto Collector
NOTA: A entrevista é verdadeira e foi publicada na Shounen Jump Naruto Collector, entre os dias 15-17 de maio de 2009. Os scans provando a veracidade da publicação estão logo abaixo:
http://i700.photobucket.com/albums/ww5/Best-Naruto/scan0001.jpg.
http://i700.photobucket.com/albums/ww5/Best-Naruto/scan0002-2.jpg.
http://i700.photobucket.com/albums/ww5/Best-Naruto/scan0003-1.jpg.
Revelações Ninja, Kishimoto-sensei fala sobre a segunda parte de Naruto e seu legado de “laços”.
O criador Masashi Kishimoto teve como cinco das suas últimas missões conversar com nós a respeito dos personagens do seu mangá de sucesso, seu novo estilo de desenhar, e o tema da segunda parte de Naruto (a partir do vol.28) durante a Jump Festa (pense nisso como o baile de gala do Hokage!) em dezembro passado . Seu mangá com certeza está lhe causando compromissos pesados, por isso estamos dando pulos por Kishimoto-sensei ter sido tão indulgente conosco com o tempo dele. A seguir, o que o ninja insuperável tem a dizer:
Se eu fosse um ninja...
Naruto Collector: Se você não fosse o criador de Naruto, mas fosse apenas um fã do mangá, qual seria o primeiro personagem que você escolheria para ter um pôster no seu quarto?
Masashi Kishimoto: Eu iria preferir uma personagem feminina, então, talvez, a Tsunade. E talvez um pôster do Naruto fazendo um jutsu com os braços cruzados. E o Gaara... Ele é um dos meus personagens preferidos.
NC: Se você fosse um ninja, a que vila pertenceria? E qual seria o seu jutsu particular?
MK: Claro que eu seria de Konoha. Eu seria mestre no Jutsu do Espírito/Fantasma* das Sombras, assim eu podia diminuir a quantidade de tempo que eu gasto desenhando.
*Nota da Bastet: No original Shadow Doppelganger Jutsu quer dizer um jutsu capaz de fazer com que seu espírito saia do corpo enquanto você dorme para realizar tarefas básicas, como desenhar, no caso do Kishimoto.
NC: Isso faria com que você tivesse mais tempo para dormir?
MK: Espero que sim, porque eu realmente preciso de tempo para dormir.
Um ninja com um plano:
NC: Se você fosse fazer um especial para a série focando num dos personagens secundários (ou um grupo deles) qual seria?
MK: Estou pensando em fazer um com o Quarto Hokage como personagem principal. Ele será bem mais jovem. Eu pretendo desenhar o Quarto Hokage quando criança.
Grande na América.
NC: Na América, o seu mangá é vendido em livrarias que nem ao menos têm outros mangás ou HQs. Assim, de certo modo, ele realmente acabou mudando como algumas livrarias vendem livros. Como você se sente sabendo disso?
MK: Eu estive no Japão este tempo todo, então eu não sei muito do que está acontecendo na América. Mas fico muito feliz que Naruto tem toda esta atenção. É uma grande honra. Acho que os americanos sabem o que é bom. (risos)
Sobre suas criações.
NC: Qual membro da Akatsuki você gosta mais de desenhar?
MK: Hummm... vejamos. Tobi. Seu rosto é coberto de um lado e tem um buraco no outro. Ele é fácil de desenhar. (risos)
NC: Nós sabemos muito sobre o Naruto, Itachi, Gaara e Kakashi, mas a Sakura tem algum segredo obscuro que nós não sabemos ainda?
MK: Ela é uma garota normal, por isso eu ainda não pensei muito nisso.
NC: O nove caudas é nove vezes mais forte que o uma cauda?
MK: Humm... Não necessariamente nove vezes mais forte. Pode ser muito mais forte, eu acho. Ainda não compreendi sua força inteiramente. Ainda não decidi isso, é o que devo dizer.
NC: Onde os animais de Naruto vivem quando não são convocados?
MK: Bem , tem esse lugar. Todos vivem no mesmo mundo, ou espaço, mas eles não podem ser facilmente transportados para um lugar diferente. Como funciona, ninguém sabe. Há uma famosa peça kabuki sobre um ninja chamada “A Lenda Heróica de Jiraya” (ou “A Lenda do Galante Jiraya”). Nela, convocar sapos é algo bastante comum – ou seja, a Arte da Convocação. Esta foi a minha inspiração. Mas mesmo em ”A Lenda Heróica de Jiraya” ninguém sabe de onde vêm os sapos.
Um Ninja Versátil.
NC: Como você mudou seu estilo de desenhar para se encaixar aos novos personagens e à história da segunda parte de Naruto?
MK: Na segunda parte, eu tentei não exagerar no traço típico de mangás. Eu não faço muitas deformações e mantenho os quadros num layout simples para tornar a leitura fácil de seguir. Meu estilo de desenhar também mudou do jeito clássico do mangá para algo mais realista.
NC: Muitos dos Ninjas de Konoha estão morrendo. Como você se sente quanto aos ninjas mais jovens terem que tomar para si a responsabilidade de cuidar e proteger a vila?
MK: É o mesmo com os mangás. Há vários artistas de mangá que eu admiro, começando com Osamu Tezuka, Shotaru Ishinomori, Fujio Fujiko, etc. Eu não tenho parentesco com eles, mas eles me influenciam de um jeito que parece que eles foram passados por mim geneticamente e estão se espalhando como uma onda. Herdar um legado e transmiti-lo... Acho isso maravilhoso. Qualquer coisa que eu tenha herdado de pessoas do passado ou daqueles que eu chamo de predecessores, eu gostaria de colocar em perspectiva e desenhá-las no mangá. Acho que as pessoas pode se identificar com isso. Pelo menos, é como eu vejo.
NC: Isso torna a história um épico.
MK: Por exemplo, eu gosto muito do trabalho de Toryama-sensei (Dragon Ball) e Otomo-sensei (Akira) e Gohst in the Shell, então você pode dizer o quanto eles me influenciaram. Por outro lado, artistas mais jovens serão influenciados pelo mangá que eu desenho. Um mundo assim, eu acho, é muito legal. A idéia de passar o bastão, numa forma de falar, é algo que espero conseguir retratar no mangá.
NC: Você planejou toda a história de Naruto desde o começo, ou você se vê fazendo novas escolhas sobre os personagem e o roteiro conforme você escreve?
MK: Eu já decidi toda a história, mas dependendo de como ela flui, eu mudo a direção das coisas logo no meio. As vezes eu apenas faço ela levantar ao longo do caminho, outras eu faço exatamente como tinha planejado originalmente. É uma publicação semanal, e eu tenho prazos. Nem sempre eu consigo fazer tudo como eu queria. Minha vida particular e como minhas horas são gastas ultimamente estão influenciando muito na história. É assim que acontece. Ter um diretor novo também afeta a história.
NC: Qual é a coisa mais importante para você expressar na segunda parte de Naruto?
MK: Eu sempre tive “laços” como o tema principal na cabeça. E como a história é sobre batalhas e lutas, estou inclinado a mostrar as complicações resultantes e... as dificuldades dos relacionamentos. Ainda, a ênfase será nos laços. Vou mostrar a perspectiva dos dois lados. Eu realmente não divido os personagens em amigos e inimigos, mas eu quero retratar as circunstâncias de cada grupo de maneira justa. E quando eles se chocam, quero entrar na mente dos personagens. Não será uma narrativa fácil, uma vez que a premissa é mais complicada que o básico bem versus o mal, mas eu vou tentar.
Uma mensagem, não um código.
NC: Você tem alguma mensagem para os seus fãs nos Estados Unidos?
MK: Eu não tenho a menor idéia do quanto Naruto é grande ou como ele é compreendido na América, ainda assim, é muito bom saber que várias pessoas o lêem. E espero que vocês continuem gostando. Se vocês lerem até o final, eu prometo que valerá a pena. Então, por favor, não se cansem. Continuem! Muito obrigado!
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Sobre amor, egoísmo e confiança
Acho que a coisa mais triste desta guerra de casais é ler as diversas teorias sobre o amor que surgiram por aí. Nenhum problema em tentar entender o que é “amor”, o problema é querer explicar uma palavra tão abstrata com argumentos racionais para “provar” que atitudes irracionais - simplesmente pelo fato delas terem sido impelidas por amor – não são, na verdade, “amor”.
Bom, vamos ver como o “Aurélio” define amor:
a.mor
(ô), s. m. 1. Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2. Forte inclinação, de caráter sexual, por pessoa de outro sexo. 3. Afeição, grande amizade. 4. Objeto dessa afeição. 5. Benevolência. 6. Caridade. 7. Coisa ou pessoa bonita, preciosa. 8. Filos. Tendência da alma para se apegar aos objetos. S. m. pl. 1. Namoro. 2. O objeto amado.
Entenderam alguma coisa? Eu não.
Amor é ao mesmo tempo desejo sexual e amizade? É apego e ao mesmo tempo benevolência?
O mais interessante ainda é como o mesmo dicionário define “egoísmo”:
e.go.ís.mo
s. m. 1. Qualidade de egoísta. 2. Amor exclusivo a si próprio.
Oras, já dizia a minha avó: “Para ser amada, primeiro você precisa aprender a amar a si mesma”!
Isso não lhes lembra de uma menina dizendo que estava apenas sendo egoísta por querer salvar uma pessoa importante para ela?
Mas dicionários são desprovidos de sentimentos. O que um monte de papel, frequentemente utilizado como peso de porta, sabe sobre “amor”, “egoísmo”, “apego”? Aurélio Buarque de Holanda, quando relacionou as milhares de palavras da língua portuguesa, teve que se abster dos seus próprios sentimentos para defini-las.
Assim, eu prefiro a tentativa de Camões para definir o amor:
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
LOL
Eu me apaixonei por este soneto quando tinha 14 anos, estava no primeiro ano do segundo grau e minha professora de literatura o usou para nos ensinar o que é um paradoxo, ou uma antítese, num texto. E realmente, minha professora foi muito esperta ao usar este soneto para explicar o que ela queria.
Pois a gente não aprende desde criança que amor é um sentimento nobre? Como um sentimento tão nobre pode nos condenar à servidão? Fazer-nos colocar a vida de outra pessoa acima da nossa, querer o bem estar de outra pessoa antes do nosso? O amor nos torna egoístas porque o bem estar do ser amado é mais importante que a preocupação dos nossos parentes com a nossa segurança? Mas ao mesmo tempo, não é a preocupação com o bem estar do ser amado acima do nosso o que nos ensina a não amarmos apenas a nós mesmos, mas ao próximo também?
O amor não serve para ser explicado com argumentos racionais. Não se explica o que impele uma menina estar disposta a abandonar família e amigos porque seu amor precisa de alguém ao lado dele para não sofrer com a solidão. Não se explica porque outra menina se lança na frente de um assassino e se coloca entre ele e seu amor. São atitudes irracionais. É preciso sentir para entender.
O soneto de Camões deve ser confuso para as pessoas racionais. Ele as aconselha fugirem do amor. Afinal, virar escravo, ficar preso, são coisas ruins, não são? E ser incapaz de se sentir inteiramente feliz, então? Ou estar solitário no meio de uma multidão? Isso não existe! Quem procura isso deve ser maluco!
Sim, pessoas racionais, fujam do amor. Afinal, o amor nos faz perder a confiança no ser que amamos e aperta nosso coração cada vez que ele está em perigo. O amor coloca nossa vida em risco porque nos obriga a tentar proteger o ser amado a todo custo. O amor nos faz repelir esta proteção se ela coloca quem amamos em perigo também. O amor nos faz querer a felicidade do ser amado, não importando se para isso é necessário convencê-lo a desistir de uma burrada. O amor nos faz querer acompanhar o ser amado para essa burrada, apenas para estar lá ao lado dele quando ele não tiver mais ninguém. E o mais engraçado: é o mesmo amor que nos faz se afastar de quem amamos se for para protegê-lo, independente se é a existência dele que alimenta nosso coração.
Não, o amor não é seguro, não é lindo e maravilhoso todo o tempo. O amor pode nos deixar tristes, pode nos deixar egoístas, angustiados. É preciso perder um pouco da razão para entender os versos de Camões.
Afinal, alguém aqui conhece um fogo que arde e a gente não consegue ver?
Sakura... Quem... fez isso com você?
Ou sabe como pode uma ferida doer e a gente nem perceber?
...Não... Foi o Naruto quem salvou você.
E que tipo de contentamento não é inteiramente feliz?
Que “dor” é essa que não dói?
E-eu.. Eu gosto tanto, mas tanto de você, que não vou conseguir suportar isso!!
Como algo que não queremos pode estar acima de algo que queremos?

NEJI: Eu ouvi que Naruto está deixando a vila hoje para treinar. Você não deveria ir se despedir?
HINATA:... Está... tudo bem...
HINATA: Eu tenho que... fazer o meu melhor também...
Como alguém pode se sentir solitário quando anda no meio de várias pessoas?
Eu... tenho família e amigos... mas, sem você... Pra mim... é a mesma coisa que estar só...
Ou sentir um contentamento que não nos contenta?

LESMA: Nenhum dos moradores da vila se machucou com o seu ataque. Foi pura sorte.
NARUTO: Graças a deus...
Graças a deus... Naruto... Graças a deus...
Como ganhamos alguma coisa, perdendo-a?
Não parece estranho alguém, em sã consciência, querer estar preso?
Hinata... Eu prometo a você...
Ou nunca lhe contaram que amor também pode ser servidão?
Por favor... Pare...
Capaz até de nos fazer leal ao nosso captor, não importa o quanto ele nos faça sofrer?
Se você falar mal do Sasuke-kun mais uma vez... Eu não vou me segurar.
E o mais engraçado é que, apesar de irracional, apesar de não entender como isso ocorre, Camões ainda nos diz o quanto é importante nos apegarmos a esse sentimento tão contraditório. Afinal, o que causa nos corações humanos a amizade é o amor.
Assim, vamos parar de julgar o amor. “O amor tem razões que a própria razão desconhece.” Vamos deixar um pouquinho de insanidade entrar em nossos corações, porque só o amor é capaz de transformar meninas em mulheres e soldados em humanos.













